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domingo, 7 de agosto de 2011

AQUECIMENTO DE AGUA


          Há algum tempo seria muito conveniente deixar alguns tubos de PVC ou cobre em cima do telhado e isto já seria o suficiente para que a agua de banho fosse ligeiramente aquecida, hoje entretanto, com o advento do “heat-pipe”, um tubo especial que contem em seu interior uma solução extremamente volátil, em atmosfera rarefeita, capaz de realizar a fervura deste fluido a uma temperatura de 30 graus Celsius por exemplo, conduzindo assim todo o calor coletado ao longo do tubo para a sua extremidade mais alta, onde o fluido condensa novamente e retorna ao longo do tubo, trocando assim calor com o sol. Por mais difícil que possa parecer o entendimento deste fenômeno físico, aceitamos que ele existe, pois a demonstração prática nos mostra o funcionamento.

           Além do que este sistema coleta a energia do sol dentro de tubos a vácuo, como garrafas térmicas, que guardam a temperatura sem influencia do vento ou do meio ambiente, concentrando assim ainda mais a energia térmica do astro maior.

                Vide vídeo demonstrativo: http://www.youtube.com/watch?v=-Bcgq8bYYbU

                    O video está em inglês, mas é muito evidente que a temperatura onde o tubo foi aquecido fica inferior da parte superior, onde nenhum calor havia sido aplicado, (os valores do termômetro estão em graus Farenheit).

             Usamos estes tubos para aquecer a agua do recipiente térmico até a uma temperatura de cerca de mais de 90 graus C, o que seria impossível até bem pouco tempo usando-se somente o sol.

               Com a necessidade cada vez maior de economizar energia elétrica, bem cada vez mais caro e de difícil obtenção, o sistema em questão vem sendo a solução para um problema que ainda não podemos resolver com a geração de energia através de celulas fotovoltaicas, pois quando se fala em aquecer ou resfriar agua, o ar ou um ambiente, falamos em muita energia. Iluminar ambientes hoje em dia com o advento do LED, ficou mais fácil.

                Todo este sistema está hoje disponível por pouco mais de R$1.000,00. Este valor, se dividido pelo tempo que o sistema costuma funcionar, necessitando para tal somente a limpeza de manutenção. Ele se paga em menos de 2 anos de uso, sendo que a partir daí tudo será lucro: água quente sem gastar nada!



sexta-feira, 10 de junho de 2011

ESCOLHA CERTA

ENERGIA SOLAR

              Fui muito consultado por pessoas que, na verdade, queriam economizar energia e perguntavam sempre por energia solar. 

                         Sempre procuro atender a  todos da melhor maneira possível, assim sendo primeiro questiono qual o objetivo real do meu cliente:

1- Não existe energia elétrica em seu domicilio.
2- Existe energia da concessionária mas com muita falha.
3- Existe energia em abundancia, porém sua conta está alta.

1- No caso de não existir energia, no local, como por exemplo em um barco , em uma ilha ou local remoto. Será necessário gastar uns U$20.000,00, para alimentar uma casa com cerca de 4 pessoas, considerando-se apenas lampadas em quartos cozinha, banheiro e sala, 10 horas por noite e uma geladeira de 45 Watts, em uso restrito. Neste caso o cliente precisará realmente da energia solar completa, com baterias, células de recarga, controladores e inversor.

2- Quando existe energia no local, mas existem falhas indesejáveis e precisamos manter os equipamentos funcionando por curto espaço de tempo torna-se necessário o uso do "nobreak", que é um inversor, (transforma a energia de uma bateria 12 ou 24VDC, por exemplo em 110 ou 220 VAC), durante a falha do sistema. Existe a possibilidade de se inserir, externamente ao conjunto uma bateria maior, a fim de manter o sistema em funcionamento por mais tempo, se for o caso. Aqui será preciso desembolsar uns U$600.00, a depender do que se quer ligar nele. Nunca a casa toda, apenas algumas lâmpadas, computador, etc.

3- Se o problema é, apenas, de ordem econômica, neste caso devemos proceder somente à substituição de lâmpadas, o que também se torna necessário, nos outros dois casos acima, a fim de poupar energia das baterias e obter assim mais tempo de uso da energia armazenada.

                 A substituição de lâmpadas por LED vem sendo a solução ideal par a maioria esmagadora dos consumidores de energia no mundo.

               Enquanto uma lâmpada normal consome cerca de 60 Watts a lâmpada de LED, para nos dar o mesmo resultado luminoso, consome cerca de apenas 20 Watts, portanto já temos uma economia da ordem de 70%, somente na substituição das lâmpadas usadas. Sem falar do uso de energias alternativas. 

                      Existem entretanto alguns detalhes em relação ao uso das lâmpadas de LED:

- Não existe fluorescente de LED! O que vem sendo feito pela grande parte de fornecedores é o uso de LED´s em grande quantidade, a fim de parecer com uma fluorescente em aspecto e tamanho, porém isso encarece em muito a luminária, (conjunto formado pela lâmpada, suporte desta, caixa de montagem e lente), daí o seu uso vem sendo muito comum devido a facilidade de instalação, é só tirar a fluorescente, o starter, o reator e instalar a nova lâmpada em seu lugar, geralmente 18 W em lugar de uma de 60, com 1,20 metros ou mesmo de 60 centímetros.

- Outro detalhe que deve ser levado em conta é que "nada é perfeito" e, a lâmpada LED é sim diferente da comum, devendo ter um foco dirigido para os locais de leitura, balcões de trabalho, balcão da cozinha, fogão, etc. Precisa ficar entendido que o LED é dirigido e, se usado como uma lâmpada comum, acaba saindo mais caro e, não cumpre seu papel de iluminar o local desejado. Neste caso, tudo vai depender do que o cliente precisa em termos de luminosidade: Vou expressar em Watts, mas na verdade o que precisamos é de Lumens, (medida de luminosidade), sendo o Watt mais fácil de manusear, quando procuramos a nova lâmpada, pois representa o consumo dela e está muito proporcional a emissão luminosa.


Alguns usos x Watts

- Leitura requer entre 15 - 20 W direto no livro, a uma distância de no máximo 2 metros, da fonte luminosa, podendo substituir uma lâmpada comum de 60 watts. Como podemos observar a queda de gasto sempre cai em torno de 50 a 70%, em relação às lampadas antigas.

- Na cozinha, se antes usávamos duas lâmpadas fluorescentes de 60 watts cada, no alto do teto, agora devemos usar: uma régua luminosa de LED´s de cerca de 5 W acima do balcão de trabalho, mais um foco de cerca de 5 - 15 W em cima do fogão, um foco de cerca de mais 12 W na mesa de refeição, pode-se compensar a deficiência do ambiente como um todo, inserindo-se luminárias de 1 W dentro de cada compartimento de armário, pois a cozinha como um todo irá perder um pouco da luminosidade ao redor das paredes.

- Salas e quartos ficarão muito mais aconchegantes se usadas diversas luminárias pequenas, dirigindo-se os focos para quadros e cantos do ambiente, além de possuírem focos direcionados aos locais onde a luz se torne necessária, locais de maquiagem, refeição, estantes com livros locais de leitura, etc.

             No momento esta era a mensagem que gostaria de passar a todos. Quando quiserem adquirir suas luminárias procurem algo DE QUALIDADE, para durar tanto quanto as lâmpadas LED, que, segundo estudos em estufas envelhecedoras, deve durar cerca de 30 a 50.000 horas, se considerarmos 10 horas dia, entre 10 a 15 anos. Aceita-se que sim e a prova disto é que ate hoje não se sabe de nenhum LED que tenha queimado em operação normal. Os que únicos queimei foram em experiências e treinamento.

                    Minha sugestão: Entremos sem medo nesta era, pois eles são iguais a moto-boys: "vieram para ficar!", mas tenham em mente que a iluminação também mudou. Aranhas farão teias na penumbra, a partir de agora.

otaciliobr@gmail.com